Começa amanhã (29) e vai até o próximo sábado (2/12) temporada do espetáculo “Riachão – 95 anos de samba” na CAIXA Cultural Salvador. As quatro noites celebram a obra de um dos maiores compositores de samba da Bahia e do Brasil, responsável por mais de 500 composições. A temporada marca a passagem pelo Dia do Samba, comemorado em 2 de dezembro, uma vez que traz ao palco este sambista que há mais de sete décadas encanta o povo do seu país com a sua obra e entusiasmo, ainda hoje surpreendendo o público com sua vitalidade em cada uma das aparições que faz.

O espetáculo “Riachão – 95 anos de samba”, que tem realização assinada pela Trevo Produções, já passou pelas de cidades de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, num total de 10 apresentações neste ano. Nesta turnê, o compositor se apresenta com a banda Bambas de Sampa, formada em 2014 exclusivamente para acompanhar o Mestre Riachão em uma apresentação. Formado por novos talentos da cena musical de samba em São Paulo, o grupo, desde então, vem acompanhando o artista em diferentes projetos.

Com 96 anos completados no último dia 14 de novembro, Riachão leva ao palco um repertório que confirma a grandeza e importância da sua obra. Com canções gravadas por nomes de peso da música brasileira, de Beth Carvalho a Cássia Eller, o artista escolheu composições que fazem um recorte da sua trajetória, com títulos como a clássica “Chô Chuá” e “Eu sei que sou malandro”, incluindo “Retrato Fiel da Bahia” e “Fala Cavaco”. Ao todo, são 13 músicas entre muitos aplausos.

Um dos destaques do repertório é uma canção inédita que ele gravou especialmente para este momento da sua carreira, “Se Deus quiser vou chegar até 100”, que diz: “Volteeei. Que felicidade eu sinto! Tava com noventa e quatro, agora noventa e cinco… Noventa e cinco… Parabéns! Se deus quiser, vou chegar a 100!”. Lenda viva do samba, sempre com sua boina branca na cabeça, toalha no pescoço (hábito herdado da capoeira) e disposição invejável para sua idade, Riachão distribui alegria em cada uma das suas interpretações e recebe de volta do público o mesmo sentimento, que agradece ao vê-lo no palco celebrando sua obra em vida.

Paulinho Timor, do grupo Bambas de Sampa, fala sobre tocar com Riachão: “Se o samba tem 100 anos, Riachão só perdeu 5 deles. Aos 96 anos de idade, Rei Riachão ainda esbanja vitalidade. Com seu jeito único de compor e cantar, ele mostra, nesse espetáculo, além de seus maiores sucessos, músicas inéditas feitas no decorrer dos anos”, comemora.

Durante a temporada de “Riachão – 95 anos de samba”, acontecerá campanha de arrecadação de donativos como alimentos não perecíveis, roupas e produtos de higiene pessoal, que devem ser entregues na Caixa Cultural das 9h às 18h, do dia 29/11 ao dia 02/12.