“O pessoal costuma dizer que, quando estou nervoso, o bis está garantido”, brinca Xande de Pilares sobre a ansiedade de se apresentar nesta sexta-feira, pela primeira vez, num teatro. No caso, o Teatro Bradesco, na Barra.

— Tudo vai ser novidade para mim. Quando tenho uma apresentação diferente assim, pego uma cola de shows parecidos na internet e dou uma improvisada em cima. É gostoso porque no teatro consigo bater um papo com o público, contar histórias… Acho legal essa coisa de a pessoa ficar me observando atentamente — afirma o sambista, que vai levar ao pomposo espaço o repertório de seu novo CD, “Esse menino sou eu”, além de sucessos do Revelação: — Essas não podem faltar, né? Os fãs cobram!

“Tá escrito”, por exemplo, virou um hino de otimismo e ganhou fama pelo mundo.

— Eu tinha o sonho de compor uma música imortal, e estou desconfiado de que consegui — orgulha-se Xande: — Muita gente já me disse que “Tá escrito” salvou seu dia, sua vida. Gente que passou na faculdade, que perdeu tudo e deu a volta por cima, que desistiu de suicídio… Foi até tema da baiana (Amanda Nunes, do MMA) que conquistou o cinturão em Las Vegas! Fazer música é igual a fazer filho: é prazeroso e vai pro mundo!

Dentre as novidades, “Homem de lata” (que Xande canta com Zeca Pagodinho no último CD solo) e “Careta”, que fala do amor à moda antiga.

— Sou romanticão mesmo. Abro a porta do carro, canto para ela… Só não faço serenata porque, nos dias de hoje, é capaz de ficar sem o violão se der bobeira na rua. E periga de a dama nem abrir a janela, com medo — diz ele, solteiro desde o fim do relacionamento com a fadista portuguesa Raquel Tavares, há dois anos: — Solteiro, sim; sozinho, nunca, é bom lembrar! (risos)