Diogo Nogueira, Fundo de Quintal e Maestre Rildo são apenas alguns dos convidados para o show de lançamento do EP “Nosso jeito”, de Juninho Thybau. A festa acontece nesta quinta-feira, no Centro Cultural João Nogueira, o Imperator, no Méier. O disco tem seis faixas: quatro inéditas e duas regravações; e todas fazem parte da apresentação. Além delas, o anfitrião faz tributos aos principais nomes do samba
Frequentador do Cacique de Ramos desde os 9 anos, Thybau é tido por Bira, líder do Fundo de Quintal e presidente do bloco da Zona Norte desde a sua fundação, como um filho. Para o veterano, a participação no novo trabalho do compositor veio como um compromisso natural.

— Nós (do Fundo de Quintal) vamos carimbar o passaporte dele, porque é mais um com potencial de sair para o mundo. Thybau é um menino que dá continuidade ao que representa o samba de raiz. É o samba autêntico, de resistência e sensibilidade — elogia Bira.

A participação de Diogo Nogueira também aconteceu em nome da amizade de longa data. Entre as muitas das histórias que compartilham, a mais emocionante para Thybau é de quando Diogo, antes da fama, pediu para se apresentar antes do amigo no Democráticos da Lapa porque o filho estava prestes a nascer e, assim como não queria deixar de subir ao palco, não abriria mão do momento.

O sambista é filho de Beto Gago, compositor de sucessos como “Faixa amarela” e “Tempo de criança”, e sobrinho de Zeca Pagodinho. O tio, entretanto, não poderá participar do show de hojte à noite por causa de um projeto já em andamento com Maria Bethânia. Mas sua ausência não abala Thybau, que pretende, acima de tudo, continuar fazendo sua música:

— O samba cura. É do povo. O samba não tem fronteiras. Quando a gente faz com amor, prazer e poesia, ele entra em qualquer projeto