Tunico da Vila é compositor exclusivo da Universal Music, gravou seu primeiro álbum intitulado “Tunico Ferreira” (2003), que fez sucesso com a música “Nota de Cem”. Em 2009, lançou seu segundo álbum ”Na cadência do Partido Alto” e em 2016, o EP “O Velho de Oiá”, disponível nas plataformas Spotify e Deezer. Em 2017, lança nas plataformas streamings a canção “É dia de Rede no Mar”, que canta a identidade e memória do povo do mar capixaba. Em 2018, lança “Nos Caminhos de Um Só”, clipe da canção de autoria de Tunico da Vila e Xande de Pilares que fala sobre a liberdade religiosa. Ambos disponíveis no Youtube. Salgadinho gravou a canção, “Que paixão tão linda é essa” (2017), de Tunico da Vila. Nos CD´S do pai, Tunico da Vila assinou as canções, “Um ai, ai pro meu amor”, no álbum “Tá delícia, tá gostoso” (1995), “Pare de brincar comigo” e “Difícil ser fiel”, no álbum “O Pai da Alegria”(1999). Das composições com Martinho da Vila, a música “Cheguei no Samba”, gravada pelo grupo Swing e Simpatia (2000). Autor de “Festa de Caboclo”, Tunico foi gravado por Martinho da Vila no CD “Da Roça e da Cidade” (2001). Interpretou o samba romântico de sua autoria, “Vivo pra sentir seu prazer“ no álbum “Lambendo a Cria” (2011), “Meu Off Rio” no DVD Sambabook Martinho da Vila (2013), e os sambas de enredo, “De alegria pulei, de alegria cantei ”e “Teatro Brasileiro”, dessa vez no CD “Enredo” (2014) de Martinho. Em 2018, interpreta o samba-enredo conhecido como “Festa no Arraiá”, de sua autoria em parceria com Martinho da Vila, Arlindo Cruz, no novo CD de Martinho da Vila pela Sony, “Alo Vila Isabeeel”.

Trajetória
Começou a carreira como músico profissional aos 20 anos de idade, tocando na banda do pai. Percussionista consagrado, Tunico da Vila fez parte da banda de ícones da música popular brasileira como Alcione, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Emílio Santiago, Leila Pinheiro e na Rio Jazz Orchestra. Atuou na produção de álbuns de samba como os “Velhos Partideiros”, de Xangô da Mangueira e Hélio do Império. Fez carreira internacional, tendo atuado na Dinamarca, Portugal, Cabo Verde, França, Inglaterra, Suíça, Alemanha e Angola. Tocou com nomes além do samba como Homem de Bem, Tito Paris, Jorge Degas, Naja Storenjerg Laursen, Keld Andersen, Tabanka Djaz, Manecas Costa, Luís Represas, Banda Maravilha, Ella Henderson e Kelly Rowland, onde fez arranjos de percussão para o vídeo clipe produzido por Spike Lee. Orgulha-se de fazer parte do movimento que levou a percussão brasileira para o exterior. Legítimo representante da cultura de Orixá afro-brasileira, Tunico da Vila é ogã de atabaque e canto do terreiro de Angola.
Começou a compor sambas em 1994 com Paulinho da Aba e Agrião. Junto com Analimar, Ana Costa, Agrião, José Mapa e Cristina Deane fez parte do grupo “Coeur Sambar”. “Meu lado compositor nasce em 1994, no antigo bar do Varandão, reduto de intelectuais e sambistas da Vila. Foi quando compus meu primeiro samba com Paulinho da Aba e Agrião. O samba ‘Um ai, ai pro meu amor’, do álbum do pai ‘Tá delícia, tá gostoso’, em 1995. Depois fiz ‘Mamãe Coruja’ com Dunga e Agrião, de lá para cá não parei mais”, falou Tunico da Vila. Como compositor de sambas de enredo, atua desde 2011, faz parte da ala de compositores da Vila Isabel e é benemérito da escola. Sendo autor do samba campeão do carnaval de 2013, pela Unidos de Vila Isabel e duas vezes campeão do carnaval de Uruguaiana (2012 e 2013).
Em 2003 passou a fazer carreira solo como cantor, formando a sua banda, que se apresentou no carnaval de Almada e em Crato, Portugal, nas principais casas de samba do eixo Rio – São Paulo, como Bar do Tom (RJ), Carioca da Gema (RJ), Leviano (RJ), Sacrilégio (RJ), Teatro Rival (RJ), Bar Samba (SP), nos teatros do Sesc Ipiranga (SP), Sesc Pompéia (SP), Teatro Guaíra em Curitiba (PR), Sesc Ribeirão Preto (SP), e nas cidades de Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Brasília (DF), Recife (PE), Florianópolis (SC), Uruguaiana (RS) e Vitória (ES).
História de Vida
Nascido no dia de Santo Antônio, dia 13 de junho, batizado como Antônio João e Pedro Caniné Ferreira, Tunico da Vila, 44 anos, é carioca, nascido e criado em Vila Isabel. Possui uma história intrínseca à escola de samba do bairro de Noel. Começou a frequentar a quadra da Vila Isabel ainda criança, com seu pai Martinho da Vila e a mãe Ruça, que foi presidente campeã pela Unidos de Vila Isabel (1988). Na adolescência, o compositor abraçou o candomblé, que segundo ele norteou a sua vida. Tunico da Vila diz que os saberes do candomblé e o legado musical familiar o auxiliaram em sua carreira internacional como percussionista. Formou-se em percussão pela Ordem dos Músicos do Brasil, participou do 1º Canto Livre de Angola no Brasil em 1983, do Kizomba- Encontro Internacional de Arte Negra em 1984, do desfile “Kizomba, Festa da Raça”, Unidos de Vila Isabel 1988, do PERC PAN 2010- Panorama Percussivo Mundial em Salvador –BA e é fundador do coletivo cultural “Somos 1 Só”- SP, que reúne artistas com o intuito de promover o diálogo entre os gêneros musicais da periferia. Flamenguista apaixonado, Tunico da Vila compôs músicas de exaltação ao Flamengo e hinos de torcidas. Escreveu para o site do jornalista Sidney Rezende, SRZD Carnaval. É casado com a jornalista capixaba Déborah Sathler e possui quatro filhos, Lara, Leonardo, Luah e Higor. É amante de um bom vinho e sua comida predileta é bacalhau.